Número 68

Artigos


NOÇÕES GERAIS SOBRE OS DINOSSAUROS

Introdução

            Muito se fala e se tem falado sobre os dinossauros, e sem dúvida permanece sempre uma aura de mistério sobre os seus complicados nomes, bem como sobre a complexidade das suas diferentes “espécies”. Freqüentemente surgem novos achados fósseis, e passam a ser associados a eles novos nomes correspondentes a novas espécies, apesar de sua aparência (reconstituída) ser, para um leigo, praticamente idêntica à de outros que já eram conhecidos. A partir da divulgação desses achados, a maior parte das pessoas concorda com três noções específicas sobre os dinossauros, não de todo corretas:

1.       Eles são (ou foram) grandes, desajeitados e feios.

2.       Eles viveram há milhões de anos atrás.

3.       Eles estão todos extintos.

De fato, quão verdadeiras são essas noções e outras congêneres? O que seria mera suposição decorrente de uma estrutura conceitual evolucionista utilizada para o exame das evidências fósseis encontradas, e o que seria compatível com afirmações e relatos sobre o assunto dentro de uma estrutura conceitual criacionista em harmonia com o contexto bíblico?

Na realidade, para muitas pessoas, especialmente depois da “dinomania” inaugurada com o célebre filme “Parque Jurássico” de Steven Spielberg – inspirado no livro de Michael Crichton, “Jurassic Park”, Ballantine Books, New York, 1990 – dinossauros passaram a estar intimamente associados a “milhões de anos”. E ainda mais, a partir do monopólio evolucionista exercido praticamente sobre todos os principais meios de comunicação, bem como sobre o sistema educacional, em geral, acelerou-se a campanha de doutrinação evolucionista do grande público, de tal forma que a aparência grande, propositadamente desajeitada e feia dos dinossauros reconstruídos a partir de achados fósseis, juntamente com o fenômeno de sua extinção, foram trazidos à luz como prova irrefutável das teses da Teoria da Evolução.

            Por outro lado, tomando o relato bíblico literalmente, os “dinossauros terrestres” teriam sido criados no sexto dia da semana da Criação, o mesmo dia em que o homem foi criado. Os “dinossauros marinhos” teriam sido criados no quinto dia, o mesmo dia em que foram criados os peixes e outras criaturas aquáticas. Assim, homens e dinossauros teriam vivido contemporaneamente antes do dilúvio e muito provavelmente por mais algum tempo após o dilúvio, nada impedindo que ainda hoje existam também espécimes vivos tanto dos dinossauros marinhos quanto dos terrestres.

            Embora a maior parte das pessoas, ao se referirem aos dinossauros, provavelmente pensem que todos eles tivessem sido monstros enormes, na realidade o registro fóssil mostra que eles variavam muito de tamanho, com grande freqüência desde o tamanho de um pombo (Compsognathus) até o porte de galinhas, perus, cães e cavalos, chegando a atingir também – embora com menor freqüência – dimensões avantajadas (como no caso do Braquiossauro) com até 12 metros de altura, 43 metros de comprimento e mais de 70 toneladas de peso, peso equivalente a mais de 10 elefantes africanos!

Tamanhos comparados da família Iguanodontidae

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DEPOIS DO DILÚVIO

 

 

            Tendo em vista que este número 68 da Revista Criacionista trata de maneira mais abrangente da temática dos dinossauros, os Editores acharam por bem publicar aqui os capítulos 9 a 13 do livro de Bill Cooper – “After the Flood” – ao invés do capítulo 4 (que seria de se esperar se continuasse a ser seguida a publicação dos capítulos de forma seqüencial), pelo fato de estes capítulos se relacionarem diretamente com aquela temática. Nos números seguintes da Revista Criacionista serão publicados os capítulos 4 a 8, retomando-se a seqüência normal. Cremos que esta alteração não afetará de forma sensível o acompanhamento de todo o texto do livro de Bill Cooper.

 

 

AS CRONOLOGIAS ANTIGAS E A IDADE DA TERRA

            Os milhões ou  bilhões de anos atribuídos à idade da Terra constituem uma idéia bastante recente que, na realidade, começou a ser formulada na virada do século XVIII e progrediu após a publicação dos trabalhos de Hutton e Lyell. Esses autores introduziram o conceito conhecido como teoria uniformista, que afirma que as transformações na natureza sempre ocorreram no mesmo ritmo lento observado hoje, e que, portanto, a configuração da Terra foi se formando gradualmente ao longo de “eons” de tempo. Esta noção não dá lugar nem para uma criação recente em seis dias, nem para o dilúvio bíblico dos tempos de Noé. A concepção uniformista não só lançou os fundamentos da teoria da evolução, que viria em seguida, como também foi achada suficiente em si mesma para refutar o registro de Gênesis. Além do mais, o seu atrativo filosófico dúbio levou à aceitação quase universal da teoria. De fato, a rejeição do relato de Gênesis parece ter sido o objetivo perseguido pela formulação da teoria, em primeiro lugar (1). Têm sido publicadas ultimamente críticas bastante fundamentadas e complexas contra a teoria do uniformismo, tanto por criacionistas como por outras pessoas, e não vou repetir aqui o que tem sido dito. O que nos interessa neste estudo é o que nossos antepassados pensavam a respeito da idade da Terra, e exatamente qual a idade que era registrada por eles. ......

            Se correlacionarmos a contagem Maia dos dias com a de Scaliger, vemos que o dia 1 dos Maias começou no dia Juliano 584283 (9), que corresponde em nossos valores a 10 de agosto de 3.113 A.C. (eu ponho isto numa quinta-feira) como o início da contagem Maia. Ora, a importância disso está no fato de que, embora o conceito Maia de tempo fosse cíclico, eles sabiam que a catástrofe mundial que havia encerrado a era anterior tinha sido ocasionada pela água, e que a sua era havia começado após aquela catástrofe. Em outras palavras, eles encaravam o dilúvio como o encerramento da era antiga e o início da nova. E é aqui que ambas as contagens dos dias assumem uma enorme importância. A contagem de Scaliger, recordamos, levou-o ao ano inicial de 4.713 A.C., sendo mais do que provável que essa data corresponda aproximadamente ao ano da Criação. Os Maias, porém, não iniciavam a sua contagem a partir da Criação, e sim a partir do dilúvio, e esse evento foi colocado em sua cronologia (e não na cronologia de Scaliger) no ano 3.113 A.C. Subtraindo-se 3.113 de 4.713 resulta o período de 1.600 anos entre as datas da Criação e do dilúvio, período este que corresponde com aproximação notável ao período de 1.656 anos estabelecidos tão precisamente no registro de Gênesis. Não admira, portanto, que essa informação fosse hoje eclipsada pelo questionamento superficial feito relativamente à matemática e à astronomia dos Maias. Se eu fosse um modernista eu também questionaria!

            Para fazer um breve resumo da situação, podemos ver por todas as evidências ressaltadas acima, que não só nossos antigos antepassados, em tempos pré-cristãos, reportavam-se à sua descendência dos patriarcas mencionados na Tabela das Nações, como também afirmavam que a Terra havia sido criada recentemente, e que havia passado por um dilúvio. Eles sabiam de tudo isso sem qualquer relação com o livro de Gênesis, alheios inteiramente a ele. Seus registros, em conjunto, constituem um mais do que formidável corpo de evidências. Existe, ainda, mais um assunto que tem a ver com nossa pesquisa, e que também foi algo que nossos antepassados aceitavam totalmente sem qualquer problema. De fato, eles registraram a sua ocorrência regularmente em seus anais e crônicas, inteiramente alheios ao fato de que hoje isso seria assunto controvertido e sensível. É o que iremos tratar no capítulo seguinte.

DINOSSAUROS NOS REGISTROS ANGLO-SAXÕES E OUTROS

            Tenho feito palestras na Alemanha, na Bélgica e em muitos locais na Inglaterra, sobre o assunto da Tabela das Nações e da história da Europa imediatamente após o dilúvio, e o que inicialmente me surpreendia, nos momentos destinados a perguntas, foi como o assunto rapidamente se voltava à questão dos dinossauros. Aparecem eles nas crônicas antigas? Existem descrições suas? E assim por diante. Por isso, reuni aqui os exemplos de menção a dinossauros que pude encontrar de imediato, embora sem dúvida muitos outros casos existam para ser considerados. Alguns dos exemplos mencionados aqui provêm dos próprios registros que justamente estamos considerando com relação à descendência das nações.

            O interrelacionamento dos dois assuntos é lógico, pois se a Terra é tão recente quanto nossos antepassados pressupunham e quanto o modelo criacionista das origens prediz, então deverão ser encontradas evidências que nos apontem para a coexistência do homem com os dinossauros em passado recente. De fato, existem boas evidências que sugerem a coexistência entre ambos ainda hoje, o que se opõe diretamente ao modelo evolucionista que ensina que os dinossauros viveram milhões de anos antes de ter surgido o homem, e que, portanto, nenhum ser humano jamais poderia ter visto um dinossauro vivo. Para pôr à prova tal asserção, examinaremos agora a questão a partir da consideração das evidências escritas que sobreviveram nos registros de vários povos antigos, que descrevem – às vezes com impressionante detalhe gráfico – encontros de seres humanos com répteis gigantes vivos, que chamaríamos hoje de dinossauros. E, como veremos, alguns desses registros não são assim tão antigos. ....

BEOWULF E AS CRIATURAS DA DINAMARCA

            ... O último monstro a ser destruído por Beowulf (embate em que Beowulf também morreu, no ano 583 A.D.) foi um réptil voador que vivia em um promontório em Hronesness, na costa sul da Suécia, defronte ao mar. Ora, os Saxões (e presumivelmente os Dinamarqueses) conheciam os répteis voadores em geral como lyftfloga (“voadores aéreos”), mas esta espécie particular de réptil voador, o espécime de Hronesness, era conhecido por eles como um widfloga, literalmente um “amplo voador” (ou “voador de longo alcance”), e a descrição que dele nos deixaram concorda com a de um Pteranodon. É interessante que os Saxões também descreviam essa criatura como um ligdraco, ou “dragão de fogo” com 50 pés (cerca de 15 metros) de comprimento (ou talvez de envergadura?), com cerca de 300 anos de idade. (Idades avançadas são uma característica comum entre os répteis não gigantescos ainda existentes hoje.) Além disso, e de interesse particular para nós, o nome widfloga teria distinguido essa espécie particular de réptil voador relativamente a outra espécie semelhante capaz de fazer apenas vôos de “pequeno alcance”. Uma criatura como esta é mostrada na Figura 11.1, em um ornamento de escudo retirado de túmulo em Sutton Hoo, podendo-se notar um dragão-voador com suas duas asas dobradas ao longo de seus lados. Podem ser vistas até hoje as suas longas mandíbulas com numerosos dentes, expostas no Museu Britânico. Os paleontologistas modernos, trabalhando com restos fósseis, denominaram de Pterodáctilo essa criatura.

 
CONCLUSÃO

            É impressionante quanta informação vem à luz quando um documento é resgatado do véu de obscuridade que o modernismo lançou sobre ele. Quem acreditaria, ao ler um comentário modernista sobre o livro de Gênesis, que tantas evidências estivessem disponíveis para comprovar, não a sua falsidade, mas a sua autenticidade? Não a sua natureza mítica, mas a sua verdade e impressionante precisão histórica? Quem acreditaria, ao ler um moderno livro evolucionista sobre os dinossauros, que tantos registros estivessem disponíveis para demonstrar que essas criaturas não se extinguiram há milhões de anos antes de ter surgido o homem, como o esquema evolucionista quer nos fazer crer, mas que viveram juntamente com o homem, que registrou as suas características e aparência física tanto em relatos antigos como em modernos? E quem acreditaria, ao ler um moderno livro de história sobre o mundo antigo, que tantos povos, de tão diversas culturas, realmente tivessem registrado sua própria descendência dos patriarcas de Gênesis muito antes de poderem ter ouvido da Bíblia ou terem sido ensinados sobre qualquer conteúdo dela? E quem acreditaria que a controvérsia criação/evolução fosse um debate tão antigo? Este é um assunto muito sério que acabou sendo apresentado a nós com um quadro de nosso passado muito diferente do que estamos acostumados a ver.

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A CARCAÇA DO ZUIYO MARU

            Com o título original “The Japanese Carcass: A Plesiosaur – type Mammal” A review of the evidence”, o “Creation Science Movement”, entidade britânica congênere à nossa Sociedade Criacionista Brasileira, publicou um livreto de autoria de Malcolm Bowden, fazendo uma análise crítica das evidências sobre a carcaça do animal marinho que foi “pescado” em 1977 na costa da Nova Zelândia pelo navio pesqueiro japonês Zuiyo Maru. Breve comentário sobre o assunto foi publicado em nossa Folha Criacionista número 16 do mês de novembro de 1977, logo após ter sido noticiado pela imprensa o acontecimento.

            Os Editores obtiveram em março de 1994, mediante a colaboração do Dr. Heitor Gurgulino de Souza, então Reitor da Universidade das Nações Unidas, em Tóquio, uma folha de selos comemorativos do evento, cuja cópia vem publicada em outro local deste número da Revista Criacionista.

            A Revista Criacionista obteve permissão para a reprodução da tradução da publicação do “Creation Science Movement”, que sem dúvida enriquece bastante este número dedicado basicamente à questão dos chamados “dinossauros”. ...

Desenho esquemático da carcaça feito por Yano, em 25 de abril de 1977

A importância do achado

            Admitir que existam animais do tipo do plessiossauro vivos ainda hoje causaria considerável constrangimento aos evolucionistas. Voltando-se ao passado, encontramos um crescente número de relatos sobre dinossauros tanto em terra como no mar. De fato, nos tempos medievais eles constituíam um quase que lugar comum. (Ver neste número da Revista Criacionista o capítulo de “After the Flood”, de Bill Cooper, sobre “Dinossauros nos registros anglo-saxões e outros”). Isso indica que eles eram bastante numerosos há não muito tempo atrás, o que não se enquadra na escala de tempo evolucionista, na qual eles foram extintos há cerca de 65 milhões de anos, e portanto não mais existiriam hoje! É por esta razão que os relatos de qualquer avistamento seu são ignorados pelo estamento científico, e as evidências como as desta carcaça são rapidamente rejeitadas.

            Avistamento de criaturas do tipo de plessiossauro são mais freqüentes do que se possa supor. Tem havido vários relatos de terem sido avistadas essas criaturas no litoral da Nova Zelândia e da Austrália, e um artigo (3) apresenta o desenho feito por aborígenes da Austrália, de um monstro com pescoço longo e grandes nadadeiras, muito semelhante a plessiossauro em suas proporções.

Selo comemorativo da descoberta relatada por Yano, emitido pelo Correio do Japão (Cortesia: Dr. Heitor Gurgulino de Souza)

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EM BUSCA DO DINOSSAURO DO CONGO

William J. Gibbons

            Talvez a mais emocionante perspectiva no mundo do criacionismo científico seja a possibilidade de que ainda existam dinossauros vivendo em florestas remotas do planeta. A Teoria da Evolução e a sua correspondente necessidade de longas eras de desenvolvimento evolutivo seriam fortemente pressionadas a se acomodarem à existência de um dinossauro vivo. É o que aconteceria com o Mokele-mbembe, criatura que alguns cientistas acreditam ser um dinossauro saurópodo sobrevivente.

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A FALÁCIA DA EVOLUÇÃO

 

Pulmões especiais para as aves

            A anatomia das aves é muito diferente da anatomia dos répteis, seus supostos ancestrais. Os pulmões das aves funcionam de maneira totalmente diferente do que os dos animais terrestres. Os animais terrestres inspiram e expiram pelo mesmo duto. Nas aves, o ar entra nos pulmões pela frente e é expelido por trás. Este projeto diferente é específico das aves, que necessitam grandes quantidades de oxigênio durante o vôo. É impossível que uma estrutura como essa tenha evoluído a partir do pulmão dos répteis.