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Número 60
Ao estarmos chegando às vésperas do tão esperado ano 2.000, com suas expectativas ao mesmo tempo de "paz e segurança", e de catástrofes "apocalípticas", não podemos deixar de agradecer ao Criador pela possibilidade que tivemos de dar continuidade ao trabalho de divulgação da controvérsia entre o Criacionismo e o Evolucionismo, ao longo da última metade deste século, com a intenção de esclarecer os fundamentos básicos que estão envolvidos nessa questão, esforçando-nos por fazer chegar às mãos dos interessados uma literatura que nem sempre é de fácil acesso. Alegram-nos particularmente dois fatos concretos ao iniciarmos este ano de 1999. Primeiramente, podemos observar que cada vez mais engrossa o coro de vozes abalizadas que se levantam para questionar aspectos gerais e específicos da doutrina evolucionista, em vários campos do saber. Para o observador atento, não envolvido diretamente pela estrutura conceitual evolucionista, torna-se patente que se está caminhando a passos largos para uma "revolução científica" nos moldes tão bem expostos por Thomas Kuhn em seu conhecido livro que aponta para os momentos em que se torna necessária uma mudança de paradigma, como decorrência da inexorável marcha em busca do conhecimento. Em segundo lugar, olhando para trás, verificamos com satisfação que também tem engrossado em nosso país o contingente daqueles que, até mesmo com sacrifícios de ordem pessoal, têm-se dedicado à divulgação das teses criacionistas, em contraposição às evolucionistas, em vários campos de atividades em escolas, em igrejas, e em ambientes outros, mediante publicação de livros e de periódicos, e por numerosas outras maneiras que se tornaram pouco a pouco disponíveis através do rápido desenvolvimento dos meios de comunicação presenciado nas últimas décadas. Neste número da Folha Criacionista, por exemplo, temos artigos escritos por jovens doutores criacionistas formados nas melhores Universidades do país, e que também têm participado ativamente na divulgação do Criacionismo em eventos os mais variados. Encontramos também notícias sobre publicações que vão sendo feitas em Português, e que vão preenchendo vazios de longa data detectados. Acontecimentos veiculados pela imprensa vão também despertando a atenção de um número crescente de pessoas que se dispõem a procurar por si mesmas a veracidade das notícias que envolvem a tomada de uma posição em face do conflito "ideológico" entre o Evolucionismo e o Criacionismo. Tal é o caso, recentemente, da legislação de alguns Estados americanos que passaram a exigir a apresentação do Evolucionismo nas escolas não como uma verdade científica, mas como uma hipótese de trabalho, ou uma teoria ainda em busca de comprovação. Esperamos que este sexagésimo número da Folha Criacionista possa servir de maneira efetiva como fonte de referência para os que desejarem aprofundar seus estudos sobre a grande controvérsia do século que está prestes a findar, e que, pelos indícios disponíveis, aparentemente virá a ser descartada logo no início do próximo século. Os Editores Responsáveis da Folha Criacionista Ruy Carlos de Camargo Vieira e Rui Corrêa Vieira
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