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Número 59

 

TESTEMUNHO PESSOAL A SER APRESENTADO POR OCASIÃO DO ENCONTRO INTERNACIONAL
E
III ENCONTRO NACIONAL DE CRIACIONISTAS A REALIZAR-SE EM S. PAULO, NOS DIAS 21 A 24 DE JANEIRO DE 1999 NO INSTITUTO ADVENTISTA DE ENSINO

 

Entendo que tornar-se criacionista é uma conseqüência lógica de tornar-se cristão. Ser cristão é aceitar a Cristo como Salvador, e portanto aceitar a revelação exposta na Bíblia, especialmente no que diz respeito ao relato da criação de um mundo perfeito, da provação e da queda subseqüentes, com todas as suas conseqüências deletérias.

Não tive educação religiosa no lar, e dada a minha educação escolar até o nível universitário ter sido centrada nos parâmetros agnósticos, e mesmo ateístas, vigentes em nosso país, não tive educação religiosa também nos bancos escolares. Desta forma, só vim a conhecer o Cristianismo como experiência pessoal, pela providência de Deus, já no fim de meu curso de Engenharia. Evidentemente então ocorreram conflitos em minha mente entre o conhecimento adquirido até então e a nova perspectiva que se abria diante de mim, de um mundo criado, mantido e dirigido por um Deus que manifestava propósito, desígnio, planejamento, em todas as Suas obras.

Dou graças a Deus por ter conseguido superar todas as barreiras que se interpuseram no caminho de minha conversão! Hoje posso associar de forma bastante coerente a imagem de um mundo perfeito criado por Deus, e a degradação decorrente da entrada do pecado nesse mundo, com princípios básicos da ciência que aprendi na minha carreira de estudante, e que posteriormente integraram o conteúdo de disciplinas que vim a ministrar como docente universitário, como por exemplo a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica, envolvendo considerações filosóficas sobre o conceito de entropia, ordem e desordem, direcionalidade, decaimento e degradação. Vislumbro, hoje, em todos os campos do conhecimento humano com os quais tive de me relacionar, a perfeita coerência da visão criacionista com os fatos e as evidências neles encontradas.

Na minha carreira de docente universitário, como também no acompanhamento dos estudos de meus filhos no curso secundário e no preparo para o concurso vestibular, bem como na observação dos acontecimentos sociais, políticos, econômicos, científicos e tecnológicos, pude perceber como as doutrinas evolucionistas foram sendo introduzidas nos livros-textos e assimiladas e divulgadas gradativamente pelos meios de comunicação, passando mesmo a pautar o comportamento social em vários setores da atividade humana.

Pela providência divina, novamente, chegaram às minhas mãos, já há cerca de trinta anos, notícias sobre a existência de sociedades criacionistas no exterior, com intensa atividade de divulgação de literatura a respeito da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo. Dadas as circunstâncias mencionadas acima, interessei-me pela fundação de uma sociedade congênere no Brasil, já que era extremamente escassa a literatura criacionista em língua portuguesa, e se fazia sentir bastante a sua falta. Assim, em 1972 foi fundada a Sociedade Criacionista Brasileira, tendo início a publicação do seu periódico – a "Folha Criacionista" – que no ano de 1998 atingiu o número de 59 edições ao longo desse período de 28 anos.

A continuidade desse trabalho durante um quarto de século foi um verdadeiro milagre, devendo-se agradecer a Deus pelo sucesso alcançado em termos de um enorme número de pessoas interessadas que se beneficiaram, de uma forma ou outra, com o trabalho realizado. Agradecimentos devem também ser estendidos a muitas pessoas que colaboraram de diferentes formas para tornar realidade esse empreendimento, particularmente meu filho Rui Corrêa Vieira e minha esposa Jandyra Corrêa Vieira, além de, nos últimos quase dez anos, meu amigo e irmão Rubens Crivellaro.

Mais detalhes sobre a Sociedade Criacionista Brasileira e suas atividades podem ser encontrados na Internet, na Home-page preparada de forma eficiente por um dos colaboradores da Sociedade, Marcus Vinicius de Paula Moreira, que se dispôs a elaborá-la graciosamente. Os interessados poderão acessá-la no seguinte endereço: http://www.scb.org.br.

 

Ruy Carlos de Camargo Vieira