I Congresso Criacionista de Sergipe
"ORIGENS: VISÕES DA CIÊNCIA E DA TEOLOGIA"

REALIZADO

 

Criacionismo em Sergipe


De 09 a 11 de outubro de 2003, a cidade de Aracaju sediou o I Congresso Criacionista de Sergipe. A iniciativa de tal evento partiu da Associação dos Universitários Adventistas de Sergipe e Alagoas (AUASA) e contou com o apoio e patrocínio de algumas pessoas e entidades, dentre as quais a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo de Estudo das Origens (NEO) do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP).

O tema do Congresso foi "Origens: Visões da Ciência e da Teologia", e durante ele se procurou mostrar que deve existir respeito mútuo entre as abordagens científica e teológica quando tentam explicar as origens, embora elas possam estar em conflito em certos pontos. Além disso, propôs também mostrar evidências favoráveis ao modelo criacionista.

O local escolhido para realização do evento foi a auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe (CEFET-SE) que, na pessoa de seu diretor geral, Antônio Belarmino da Paixão, deu amplo apoio. Neste auditório estiveram presentes, oficialmente, 165 inscritos: estudantes do ensino médio, universitários, professores, pastores, profissionais liberais e demais interessados no assunto do criacionismo.

Para analisar alguns temas específicos dentro da controvérsia Criação X Evolução, foram convidados quatro professores do NEO. As palestras apresentadas na seqüência foram:

1- O Debate Criação X Evolução na Escola

Dr. Haller Elinar S. Schünemann.

Antes da exposição deste tema, houve uma abertura artística denominada "O Enigma" na qual se procurou mostrar que ciência e teologia deveriam se constituir em visões complementares - nunca conflitantes - da realidade.


2- Criação Bíblica ou Evolução? A Bíblia e a Ciência

Dr. Urias Echterhoff Takatohi.


3- A Origem da Vida - Drª Marcia Oliveira de Paula.
É interessante destacar que uma professora de Biologia do CEFET-SE convidou uma turma de alunos para assistir à palestra da Drª Marcia, uma vez que o tema abordado seria assunto das próximas aulas da professora.


4- O Registro Fóssil Constitui uma Evidência Segura da Evolução? - Prof. Marcos Natal de Souza Costa.


5- A Torre de Babel: a Criação do Caos Lingüístico - Dr. Haller Elinar S. Schünemann.


6- Pode-se Confiar na Criação Segundo o Gênesis? - Dr. Haller Elinar S. Schünemann.


7- As Origens do Homem

Prof. Marcos Natal de Souza Costa.


8- Tempo, um Problema para os Modelos de História de Terra - Dr. Urias Echterhoff Takatohi.


9- Existem Evidências da Evolução? - Drª Marcia Oliveira de Paula.

 

Ao fim de cada palestra, as pessoas dispunham de 30 minutos para fazer perguntas relacionadas com o tema apresentado, o que foi um aspecto bastante positivo do evento.

No "hall" do auditório ficou exposta literatura criacionista produzida pela SCB, sendo que muitos manifestaram interesse em adquirir os livros e revistas. No intervalo entre uma palestra e outra foram sorteados alguns materiais criacionistas, como forma de divulgação destes. As bibliotecas do CEFET - SE e da Universidade Federal de Sergipe foram presenteadas com alguns exemplares de livros publicados pela Sociedade Criacionista Brasileira, os quais servirão de referência a alunos e professores a respeito do tema criacionismo.

Na noite de encerramento de sábado realizou-se um painel de discussão, em que as pessoas puderam fazer novas perguntas, dirimindo assim suas principais dúvidas sobre as origens.

Na opinião daqueles que estiveram presentes, o I Congresso Criacionista de Sergipe atingiu as expectativas esperadas. A todos os colaboradores, a AUASA deixa registrado o seu sincero agradecimento.

FRANK DE SOUZA MANGABEIRA
Diretor de Eventos/AUASA


 


RELEASE

Com o fim do século XX a humanidade saudou o novo milênio como a aurora de grandiosos acontecimentos no campo do conhecimento humano e das relações sociais, tendo em vista o grande e antigo sonho humano de paz e de erradicação de conflitos. Em vez da fragmentação, a união; no lugar da intolerância, o respeito às diferenças; substituindo o conflito, a intersecção e a complementaridade de visões que se interrelacionam e colaboram na procura de soluções para os principais dilemas da humanidade.

Embora a ciência tenha realizado grandiosas conquistas e a tecnologia facilitado a vida do homem sobre o planeta, elas apenas representam um segmento do conhecimento humano, não respondendo satisfatoriamente a questões importantes que dizem respeito ao significado da existência do homem sobre o mundo, tal como: De onde viemos? Quais são nossas origens? Assim, na tentativa de achar respostas, procura-se recorrer a todas as áreas do saber: desde as Ciências Naturais, passando pelas Ciências Humanas até a Teologia. Nesta busca a escola, do nível fundamental aos bancos universitários, revela-se como o espaço onde as discussões possam ser conversadas numa abordagem inclusiva e ampla, visando, com isso, ampliar as capacidades cognitivas do educando, bem como firmar o diálogo entre os diversos posicionamentos teóricos contidos no pluralismo das interpretações acadêmicas.

O I CONGRESSO CRIACIONISTA DE SERGIPE, que acontecerá no período de 09 a 11 de outubro de 2003, propõe analisar um assunto muito debatido - porém nem sempre bem compreendido - no ambiente escolar, nos meios religiosos, nas revistas de divulgação científica, na Internet e, às vezes, na mídia televisiva. O assunto deste evento, proposto por um grupo de universitários, está sintetizado no tema Origens: Visões da Ciência e da Teologia.

Por que um tema como este? Primeiro por causa de sua relevância filosófica. É sabido que o homem é um ser curioso que tem sede de conhecimento. E para conhecer ele lança mão não só da ciência como também de outras áreas que o auxiliem a aproximar-se, cada vez mais, de uma resposta para uma pergunta feita há séculos: Como surgiu o Universo, a Terra, o próprio ser humano? Um questionamento assim tem implicações existenciais profundas na vida de cada pessoa.

Segundo, por uma razão acadêmica. A temática das origens está presente nas disciplinas Geografia, História, Filosofia, Biologia e no ensino religioso, este último ainda vigente no currículo das escolas públicas, embora não de forma obrigatória. Muitas vezes, no entanto, o assunto é excluído da sala de aula ou tangencialmente tocado; e quando abordado enfoca-se geralmente um único ponto de vista, gerando por conseguinte lacunas que precisam ser preenchidas. Às vezes as discussões não são feitas desapaixonada e imparcialmente, com fidelidade aos dados, o que cria preconceito ou controvérsia entre aqueles que mantêm apenas uma visão científica e os que advogam somente uma interpretação religiosa. Quando isso acontece, estabelece-se o conflito e o educando fica prejudicado, no assunto das origens, em sua formação escolar. A saída, portanto, é a informação e o diálogo entre as diferentes disciplinas que lidam com a matéria.

Em terceiro lugar apresentamos o interesse social pelo tema. O Brasil é um país de grande população, professadamente cristã. Algumas instituições acadêmicas existentes no território nacional são escolas confessionais presentes e atuantes na sociedade brasileira. Percebe-se também que o tema das origens, como um reflexo do interesse da sociedade, está gradativamente ganhando espaço nos ambientes universitários, em debates na Internet e nas revistas populares de divulgação científica, a exemplo da revista Galileu em sua edição de junho de 2003.

Os facilitadores deste evento serão quatro professores doutores, vindos da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP), que analisarão o empolgante e atual assunto das origens na perspectiva da Biologia, Geologia, Física, Lingüística e Teologia.

O evento foi promovido pela AUASA (Associação de Universitários Adventistas de Sergipe e Alagoas).

 

PROGRAMAÇÃO