RELEASE
Com
o fim do século XX a humanidade saudou o novo milênio como
a aurora de grandiosos acontecimentos no campo do conhecimento humano
e das relações sociais, tendo em vista o grande e antigo
sonho humano de paz e de erradicação de conflitos. Em
vez da fragmentação, a união; no lugar da intolerância,
o respeito às diferenças; substituindo o conflito, a intersecção
e a complementaridade de visões que se interrelacionam e colaboram
na procura de soluções para os principais dilemas da humanidade.
Embora
a ciência tenha realizado grandiosas conquistas e a tecnologia
facilitado a vida do homem sobre o planeta, elas apenas representam
um segmento do conhecimento humano, não respondendo satisfatoriamente
a questões importantes que dizem respeito ao significado da existência
do homem sobre o mundo, tal como: De onde viemos? Quais são nossas
origens? Assim, na tentativa de achar respostas, procura-se recorrer
a todas as áreas do saber: desde as Ciências Naturais,
passando pelas Ciências Humanas até a Teologia. Nesta busca
a escola, do nível fundamental aos bancos universitários,
revela-se como o espaço onde as discussões possam ser
conversadas numa abordagem inclusiva e ampla, visando, com isso, ampliar
as capacidades cognitivas do educando, bem como firmar o diálogo
entre os diversos posicionamentos teóricos contidos no pluralismo
das interpretações acadêmicas.
O
I CONGRESSO CRIACIONISTA DE SERGIPE, que acontecerá no período
de 09 a 11 de outubro de 2003, propõe analisar um assunto muito
debatido - porém nem sempre bem compreendido - no ambiente escolar,
nos meios religiosos, nas revistas de divulgação científica,
na Internet e, às vezes, na mídia televisiva. O assunto
deste evento, proposto por um grupo de universitários, está
sintetizado no tema Origens: Visões da Ciência e da Teologia.
Por
que um tema como este? Primeiro por causa de sua relevância filosófica.
É sabido que o homem é um ser curioso que tem sede de
conhecimento. E para conhecer ele lança mão não
só da ciência como também de outras áreas
que o auxiliem a aproximar-se, cada vez mais, de uma resposta para uma
pergunta feita há séculos: Como surgiu o Universo, a Terra,
o próprio ser humano? Um questionamento assim tem implicações
existenciais profundas na vida de cada pessoa.
Segundo,
por uma razão acadêmica. A temática das origens
está presente nas disciplinas Geografia, História, Filosofia,
Biologia e no ensino religioso, este último ainda vigente no
currículo das escolas públicas, embora não de forma
obrigatória. Muitas vezes, no entanto, o assunto é excluído
da sala de aula ou tangencialmente tocado; e quando abordado enfoca-se
geralmente um único ponto de vista, gerando por conseguinte lacunas
que precisam ser preenchidas. Às vezes as discussões não
são feitas desapaixonada e imparcialmente, com fidelidade aos
dados, o que cria preconceito ou controvérsia entre aqueles que
mantêm apenas uma visão científica e os que advogam
somente uma interpretação religiosa. Quando isso acontece,
estabelece-se o conflito e o educando fica prejudicado, no assunto das
origens, em sua formação escolar. A saída, portanto,
é a informação e o diálogo entre as diferentes
disciplinas que lidam com a matéria.
Em
terceiro lugar apresentamos o interesse social pelo tema. O Brasil é
um país de grande população, professadamente cristã.
Algumas instituições acadêmicas existentes no território
nacional são escolas confessionais presentes e atuantes na sociedade
brasileira. Percebe-se também que o tema das origens, como um
reflexo do interesse da sociedade, está gradativamente ganhando
espaço nos ambientes universitários, em debates na Internet
e nas revistas populares de divulgação científica,
a exemplo da revista Galileu em sua edição de junho de
2003.
Os
facilitadores deste evento serão quatro professores doutores,
vindos da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP), que analisarão
o empolgante e atual assunto das origens na perspectiva da Biologia,
Geologia, Física, Lingüística e Teologia.
O
evento foi promovido pela AUASA (Associação de Universitários
Adventistas de Sergipe e Alagoas).
PROGRAMAÇÃO